Fluxo de caixa x DRE: qual a diferença e por que sua empresa precisa dos dois?

/
/
Fluxo de caixa x DRE: qual a diferença e por que sua empresa precisa dos dois?
Você esta aqui:
/
/
Fluxo de caixa x DRE: qual a diferença e por que sua empresa precisa dos dois?

Fluxo de caixa x DRE: qual a diferença e por que sua empresa precisa dos dois?

Uma empresa faturou R$ 200 mil no mês, apresentou lucro na DRE e, mesmo assim, terminou o período com dificuldades para pagar fornecedores. 

Parece contraditório, mas situações como essa são perfeitamente possíveis e bastante comuns no ambiente empresarial. Isso acontece porque lucro e caixa são conceitos diferentes.

Para entender a verdadeira situação financeira de um negócio, não basta olhar apenas quanto dinheiro existe na conta bancária. Da mesma forma, analisar somente receitas, custos e lucro também pode levar a conclusões incompletas.

É justamente por isso que dois instrumentos são fundamentais para uma boa gestão: fluxo de caixa e DRE.

Embora trabalhem com informações financeiras da mesma empresa, eles respondem a perguntas diferentes e se complementam na tomada de decisão.

Neste conteúdo, a Terceirize Finanças explica a diferença entre fluxo de caixa e DRE e mostra por que sua empresa deveria acompanhar os dois.

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é uma ferramenta utilizada para acompanhar as entradas e saídas efetivas de dinheiro da empresa durante determinado período.

Na prática, ele ajuda a responder uma pergunta fundamental: Quanto dinheiro entrou, quanto saiu e quanto temos disponível?

Nas entradas podem aparecer recebimentos de clientes, vendas à vista e outros recursos recebidos pela empresa.

Já as saídas podem incluir:

  • Pagamentos de fornecedores;
  • Salários;
  • Aluguel;
  • Impostos;
  • Parcelas de empréstimos;
  • Despesas administrativas;
  • Investimentos;
  • Outras obrigações financeiras.

A partir desse acompanhamento, o gestor consegue conhecer sua disponibilidade financeira e projetar necessidades futuras.

Um fluxo de caixa bem estruturado não deve mostrar apenas aquilo que aconteceu. Ele também precisa considerar entradas e saídas previstas, permitindo antecipar períodos nos quais poderá faltar dinheiro.

O que é DRE?

DRE é a sigla para Demonstração do Resultado do Exercício

Sua função é demonstrar o desempenho econômico da empresa durante determinado período, apresentando receitas, custos e despesas até chegar ao resultado final.

De forma simplificada, podemos imaginar a seguinte estrutura:

Receita
(-) Deduções
= Receita líquida
(-) Custos
= Lucro bruto
(-) Despesas operacionais
= Resultado operacional
(+/-) Outros resultados
= Resultado do período

Com a DRE, o gestor consegue avaliar se a operação está gerando lucro ou prejuízo.

Além disso, a demonstração permite analisar indicadores importantes, como margem bruta, peso das despesas e evolução da rentabilidade.

Portanto, enquanto o fluxo de caixa está muito relacionado à disponibilidade financeira, a DRE ajuda a compreender a performance econômica do negócio.

Qual é a diferença entre fluxo de caixa e DRE?

A principal diferença está no momento em que cada movimentação é reconhecida. Na gestão do fluxo de caixa, o que importa é quando o dinheiro efetivamente entra ou sai.

Na DRE, prevalece a lógica do regime de competência: receitas e despesas são reconhecidas de acordo com o período ao qual pertencem, independentemente do momento do pagamento ou recebimento.

Imagine uma empresa que vendeu R$ 100 mil em dezembro, mas concedeu aos clientes um prazo de 60 dias para pagamento.

A receita pertence economicamente a dezembro e pode aparecer na DRE daquele período. Porém, se o cliente só pagar em fevereiro, o dinheiro entrará no fluxo de caixa em fevereiro.

Essa diferença temporal explica por que os números dos dois relatórios não coincidem necessariamente.

E também explica algo que costuma confundir muitos empresários: uma empresa pode apresentar lucro sem ter dinheiro disponível.

Como uma empresa pode ter lucro e não ter dinheiro?

Considere uma empresa que realizou R$ 150 mil em vendas durante determinado mês, com custos e despesas de R$ 110 mil.

Simplificando bastante o exemplo, sua DRE poderia indicar:

Receitas: R$ 150.000
Custos e despesas: R$ 110.000
Resultado: R$ 40.000 de lucro

O problema é que boa parte das vendas foi realizada a prazo e somente R$ 70 mil entraram efetivamente no caixa naquele mês. Ao mesmo tempo, a empresa precisou desembolsar R$ 90 mil para pagar obrigações.

No fluxo de caixa daquele período teríamos:

Entradas: R$ 70.000
Saídas: R$ 90.000
Variação de caixa: – R$ 20.000

Temos, portanto, uma empresa que apresentou lucro de R$ 40 mil, mas sofreu redução de R$ 20 mil no caixa durante o período.

Não existe contradição. DRE e o fluxo de caixa estão simplesmente analisando dimensões diferentes da situação financeira.

Uma empresa pode ter dinheiro no caixa e prejuízo na DRE?

Sim. O contrário também pode acontecer. Imagine que uma empresa esteja acumulando prejuízos operacionais, mas contrate um empréstimo bancário de R$ 300 mil.

O dinheiro recebido através do empréstimo aumenta imediatamente o saldo bancário. Isso significa que a empresa pode terminar o mês com bastante dinheiro disponível, apesar de sua atividade operacional estar apresentando prejuízo.

Nesse cenário, olhar somente o extrato bancário poderia transmitir uma falsa sensação de segurança.

O dinheiro existe, mas veio de endividamento e não necessariamente da capacidade da operação de gerar resultados. A DRE ajuda justamente a revelar esse tipo de problema.

Se receitas, custos e despesas demonstrarem que a atividade está operando de forma deficitária, o empresário precisa identificar as causas e agir, mesmo que naquele momento ainda exista dinheiro disponível.

Por que sua empresa precisa acompanhar o fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é indispensável para administrar a liquidez do negócio. Por meio dele, o gestor consegue antecipar períodos de maior pressão financeira e tomar decisões antes que o saldo bancário fique insuficiente.

Uma empresa pode projetar, por exemplo, que daqui a 30 dias terá R$ 80 mil em pagamentos e apenas R$ 50 mil em recebimentos.

Ao identificar essa diferença antecipadamente, existem possibilidades de negociar prazos com fornecedores, acelerar recebimentos ou buscar outras soluções.

Sem projeção, o problema só seria percebido quando as contas começassem a vencer. Por isso, fluxo de caixa não deve ser utilizado apenas para registrar o passado.

Seu maior valor gerencial aparece quando a empresa utiliza as informações para planejar o futuro.

Por que acompanhar a DRE?

Enquanto o fluxo de caixa ajuda a administrar o dinheiro disponível, a DRE permite avaliar se o modelo de negócio é economicamente saudável.

Por meio dela, é possível responder perguntas como:

  • A empresa está lucrando?
  • A margem está aumentando ou diminuindo?
  • Os custos estão crescendo mais rápido que as receitas?
  • As despesas administrativas estão excessivas?
  • Quais períodos apresentam melhores resultados?

Ao comparar DREs de diferentes meses, o gestor também consegue identificar tendências.

Se o faturamento cresce 20%, mas o lucro permanece igual, por exemplo, pode existir deterioração das margens que precisa ser investigada.

Sem uma DRE gerencial bem estruturada, o empresário pode comemorar crescimento de vendas enquanto a rentabilidade do negócio diminui.

Como o BPO financeiro pode ajudar sua empresa?

Na prática, muitas pequenas e médias empresas possuem informações financeiras espalhadas em extratos bancários, planilhas e sistemas que não conversam entre si.

O resultado é uma gestão baseada no saldo bancário. É justamente nesse cenário que o BPO financeiro pode fazer diferença.

Ao terceirizar determinadas rotinas financeiras para uma equipe especializada, a empresa pode estruturar processos como contas a pagar, contas a receber, conciliação bancária, organização das informações e elaboração de relatórios gerenciais.

Com informações confiáveis, o gestor consegue acompanhar o fluxo de caixa e utilizar relatórios financeiros para tomar decisões melhores.

Conte com a Terceirize Finanças

Não basta saber quanto sua empresa vendeu ou conferir diariamente o saldo da conta bancária.

Uma gestão financeira eficiente precisa responder duas questões fundamentais: a empresa está gerando lucro e possui caixa suficiente para cumprir seus compromissos?

A DRE ajuda a responder a primeira pergunta. O fluxo de caixa ajuda a responder a segunda.

Por isso, empresas que desejam crescer de maneira sustentável precisam utilizar os dois instrumentos de forma complementar.

A Terceirize Finanças pode ajudar sua empresa a organizar suas rotinas financeiras, estruturar informações gerenciais e ter mais clareza sobre os números do negócio através do BPO financeiro.

Entre em contato com a Terceirize Finanças e descubra como transformar os dados financeiros da sua empresa em informações úteis para tomar decisões mais seguras.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *